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Archive for maio \05\UTC 2010

Texto Bíblico: 2Timóteo 2.22

Introdução: “A juventude é algo terrível. Pode ser usada para edificar o céu ou o inferno”. (Ramsay MacDonald, em um discurso dirigido a rapazes e moças).

A palavra “… Foge…” é tradução do termo grego “pheugo”, que significa “fugir”, “escapar”, “buscar a segurança”, e em sentido moral, “evitar”, “esquivar-se”.

Existem tentações que podem ser melhor evitadas se fugirmos delas, ao invés de enfrentarmos, como é o caso das tentações de ordem sexual, que estão particularmente em vista dentro da expressão “paixões da mocidade”.

Sua maneira de vida, sua conduta em geral servirá de agente, por si mesma, para livrá-lo de tentações desnecessárias.

“… paixões da mocidade…” O termo grego aqui traduzido como “… paixões…”, isto é, “epthumia” que com freqüência significa qualquer tipo de “desejo” ou “anelo”, é com freqüentemente usado para “desejos desordenados”, ilegítimos, geralmente de natureza sexual.  A Sagrada Escritura diz:

“Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não é do Pai, mas do mundo. E o mundo passa, e a sua concupiscência; mas aquele que faz a vontade de Deus permanece para sempre.” (1Jo 2.16,17).

“Todo o desejo desordenado é uma paixão da mocidade. Que os mais idosos aprendam que não devem praticar os feitos da juventude”. (Crisóstomo, in loc).

“Os prazeres carnais são os pecados da juventude; a ambição e o amor ao poder são os pecados da idade madura; a cobiça e a mesquinhez são os crimes da idade avançada”. (Adam Clarke, in loc).

A carne está ligada a nossa própria natureza, que quando não é vencida se torna um poderoso gigante contra o Espírito: “Porque a carne cobiça contra o Espírito, e o Espírito, contra a carne; e estes se opõem um ao outro; para que não façais o que quereis.” (Gl 5.17).

Jovem Você Pode Vencer a Carne:

1- Revestindo do Senhor Jesus Cristo – “Mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo e não tenhais cuidado da carne em suas concupiscências.” (Rm 13.14). Somente revestidos de poder conseguiremos vencer este terrível gigante. (Lc 24.49).

2- Andando Segundo o Espírito “… Andai em Espírito e não cumprireis a concupiscência da carne.” (Gl 5.16). Andar segundo o Espírito é buscar a orientação e a capacitação do Espírito Santo e submeter-nos a elas e concentrar nossa atenção nas coisas de Deus: A Sagrada Escritura diz: “Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.” (Jo 5.39).

3- Fugindo das Paixões da Carne – Foge, também, dos desejos da mocidade…” (v. 22a). Timóteo, um homem jovem, foi advertido e ordenado a fugir de qualquer coisa que pudesse produzir maus pensamentos.

Este versículo também nos ensina e nos instrui a fugir das paixões da mocidade. Certas situações podem ser mais bem solucionadas quando “fugimos” do mal, e não quando o “combatemos” frontalmente.

Na batalha espiritual, saber quando fugir é tão importante quanto saber quando e como lutar. (1Tm 6.11,12).

4- Prosseguindo Para o Alvo – “Foge, também, dos desejos da mocidade, e segue a justiça, a fé, a caridade e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor.” (v. 22). O jovem deve saber tanto como “fugir”, quanto como “perseguir” um alvo. O alvo é o tipo de vida que envolve a alma na busca e conquista da “perfeição”. O alvo a obter é o exemplo perfeito de Cristo. Ele é o seu alvo. A Escritura Sagrada  diz:

“… Prossigo para o alvo (Cristo), para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo Jesus.” (Fl 3.14).

“Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé.” (2Tm 4.7).

“Portanto, nós também, pois, que estamos rodeados de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixamos todo embaraço e o pecado que tão de perto nos rodeia e corramos, com perseverança (paciência), a carreira que nos está proposta, olhando para Jesus, autor e consumador da nossa fé…” (Hb 12.1,2).

“Sigamos” essas virtudes à semelhança de um atleta, que tanto se esforça para obter o troféu, ganhando a corrida ou tornando-se o vencedor da luta. Não poupemos treinamento, não consideremos qualquer sacrifício grande demais, contanto que obtenhamos essa extraordinária vitória.

‘Medita estas coisas, ocupa-te nelas, para que o teu aproveitamento seja manifesto a todos. Tem cuidado de ti mesmo e da doutrina; persevera nestas coisas; porque, fazendo isto, te salvarás, tanto a ti mesmo como aos que te ouvem.” (1Tm 4.15,16).

Resumo: Jovens, Fujam das Paixões da Carne! Revestindo do Senhor Jesus Cristo, Andando Segundo o Espírito, Fugindo das Paixões da Carne e Prosseguindo para o Alvo que é Cristo. Esta é a vitória, só depende de você!

 

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 Texto Bíblico: 2Crônicas 7.1-3

Introdução: Por ser Davi um homem de guerra, Deus não permitiu que ele edificasse o templo. Seu filho Salomão, porém, era um rei pacífico, conforme significa seu nome (da palavra hebraica SHALOM – “Paz”). Por isso, Deus permitiu que ele construísse o templo em Jerusalém. Salomão dedicou os primeiros três anos do seu reinado à aquisição e transporte de matérias de construção para o templo, dando início à grandiosa construção só no quarto ano do seu reinado. (966 a.C.). 

A Construção do Templo (2Crô 2-4)

Em preparo para a grandiosa obra de construção, muito “cedros do Líbano” foram levados através de balsas, por mais de 100 quilômetros, pelo litoral do Mar Mediterrâneo, desde Tiro (no atual Líbano) até Israel. Tiro também pôs à disposição de Salomão os serviços de Hirão, talentoso escultor em bronze. Muitos outros artesãos habilidosos chegaram de toda região do mundo, então conhecido, para prestarem sua colaboração ao grande empreendimento de Salomão.

As pedras finíssimas, usadas na construção do templo, foram cinzeladas com perfeição, desde o fundamento até as beiras do teto, enfim, em toda a parte em que estas foram aplicadas. Mediam cerca de seis a sete metros quadrados. Quando lemos no Novo Testamento, Pedro referindo-se a “pedras vivas” comparando-as com os filhos de Deus, perfeitamente cinzelados, santos, dignos de oferecer sacrifícios espirituais, agradáveis a Deus, entendemos que ele estava fazendo uma alusão àquelas pedras do Antigo Testamento. O servo de Deus será esculpido com esmero, por dentro (pensamentos e atitudes) e por fora (palavras e ações) e assim cumprirá um desempenho feliz no templo espiritual do Senhor.

O exterior do templo foi trabalhado em pedra calcária branca adornada com esculturas de querubins, flores e palmeiras. Toda a mobília, bem como os pisos, paredes e tetos e até os pregos, eram cobertos de ouro. (2Crô 3.9). A construção deste enorme edifício levou 7 anos. Mais de 30.000 israelitas e 153.000 estrangeiros trabalharam na construção deste santuário do Deus de Israel.

Uma das características mais notáveis do templo foi seu extenso átrio de acesso, com duas colunas, denominadas Jaquim (“Ele estabelece”) e Boaz (“Nele está a força”).                                                 (EETAD – História de Israel).

A Dedicação de Templo (2Crô 5-7)

Uma vez edificado o templo, a arca da Aliança foi nele colocada. Embora a arca parecesse apenas uma simples e antiga caixa, em contraste com a magnificência do próprio templo, era venerada por todo Israel. Os judeus bem sabiam que sem a arca, o templo não passaria de um edifício qualquer, uma vez que ela simbolizava a presença de Deus no meio do Seu povo. 

O templo foi dedicado a Deus, e Salomão, juntamente com o povo, preparou-se para adorar ao Senhor: “… e adoravam, e louvavam o Senhor, porque é bom, porque a sua benignidade dura para sempre.” (v.3).

Louvai ao Senhor! Por quê? As Sagradas Escrituras dizem:

“Bom é louvar ao Senhor e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo.” (Sl 92.1).

“Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e tudo o que há em mim bendiga ao seu santo nome. Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e não te esqueças de nem um só de seus benefícios.” (Sl 103.1,2). 

A  Aceitação e  Aprovação de Deus (2Crô 7.1-3)

1- A Oração de Salomão.

Salomão orou com o pedido de que Deus viesse “… entra para o teu repouso…” (2Crô 6.41). A oração dele fora ouvida. E a aceitação de Deus foi confirmada. Então, desceu fogo do céu, consumindo os sacrifícios e as ofertas queimadas. Então a glória do Senhor encheu o templo. (v.1). O fogo e a glória de Deus são os sinais da sua aprovação.

A gloriosa presença de Deus se fazia sentir de maneira tão poderosa naquele edifício que os sacerdotes não podiam entrar no templo. (v.2). No entanto, nenhum edifício é suficiente para conter Deus, pois Salomão afirmou: “… Eis que céu e o céu dos céus não te podem conter, quanto menos esta casa que eu tenho edificado.” (2Crô 6.18).

A oração de Salomão foi aceita e respondida por Deus. As Sagradas Escrituras dizem:

“Clama a mim, e responder-te-ei e anunciar-te-ei coisas grandes e firmes que não sabes.” (Jr 33.3).

“Pedi, e dar-se-vos-á; buscai e encontrareis; batei, e abrir-se-vos-á.” (Mt 7.7).

“E tudo que pedirdes em oração, crendo, o recebereis.” (Mt 21.22).

“Se vós estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós, pedireis tudo o que quiserdes, e vos será feito.” (Jo 15.7).

A promessa positiva de Deus é que, se clamarmos a Ele, Ele nos responderá se tal que ficaremos impressionados.

2- O Fogo Desceu do Céu.

Deus enviou fogo do céu e consumiu o holocausto e os sacrifícios. O fogo simbolizava a presença de Deus. O fogo apontava para a verdadeira consagração do templo, porque somente o poder purificador de Deus é capaz de santificar. (Nm 31.23ª).

O fogo Era um Emblema da Presença Divina. Exemplos:

  • Fogo como presença de Deus. (Êx 19.18).
  • Fogo como resposta de Deus. (1Rs 18.38; 1Crô 21.26).
  • Fogo como provação de Deus. (Dn 3.21; Is 43.2c).
  • Fogo como aceitação de Deus. (2Crô 7.1).
  • Fogo como poder de Deus. (Hb 1.7b).

Deus é um fogo consumidor (Dt 4.24) e tudo que estiver envolvido pela presença de Deus também se torna fogo. O fogo era a glória da presença de Deus, a Shekinah, que transformava tudo e todos em que tocasse.

3- E a Glória do Senhor Encheu a Casa.

A “glória do Senhor” refere-se a uma manifestação visível da presença e do esplendor de Deus. A glória de Deus também se refere á presença visível de Deus entre o seu povo. A glória de Deus é também chamada a Shekinah de Deus. A palavra Shekinah vem do verbo hebraico que significa “habitação (de Deus)”, empregada para descrever a manifestação visível da presença e a glória de Deus.

A Glória do Senhor. Exemplos:

  • Moisés viu a Shekinah de Deus no meio da sarça ardente (Êx 3.2) e na coluna de nuvem e de fogo. (Êx 13.21).
  • Ela cobriu o Sinai quando Deus outorgou a Lei. (Êx 24.16,17). 
  • Encheu o Tabernáculo. (Êx 40.34).
  • Guiou Israel no deserto. (Êx 40.36-38).
  • Encheu o templo de Salomão. (2Crô 7.1).
  • Hoje é possível ver a glória de Deus. (Jo 11.40).
  • E hoje você pode ser cheio da glória de Deus. (Sl 81.10).

A glória do Senhor encheu a casa! “E os sacerdotes não podiam entrar (ter-se em pé) na casa do Senhor, porque a glória do Senhor tinha enchido a casa do Senhor.” (v.2). E hoje aqui não é diferente, não vai ficar nem um centímetro e nem um metro deste lugar que não tenha glória. Acredite! Abre a sua boca e seja cheio da Glória de Deus!

Resumo: Que privilégio: O nosso corpo é templo do Espírito Santo. (2Co 6.16). Deus agora habita nossos corações como seu templo. (1Co 3.16). Se o buscarmos, Ele está conosco no mesmo momento. No instante em que colocamos as ofertas que selecionamos sobre o altar, o seu fogo Santo desce. E sempre que deixarmos espaço disponível para Deus, Ele vem e o ocupa! 

Após 14 dias de adoração e louvor, o povo voltou para suas casas, cheio de alegria e fervor.  (2Crô 7.8-10).

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